quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

para L. que tanto amo


a vida tem caminhos mesmo indecifráveis. tanto quanto o coração que bate passado no descompasso do mundo. o que fazer? arriscar-se. sempre. consciente ou inconscientemente, não é o que fazemos a todo minuto? insisto em pensar que é melhor tentar a arrepender-se sem saber o que teria sido. essa dúvida que sufoca, mata e dilacera, ando a alguns anos dispensando-a.

mas conselho é bom porque é de graça; se não gosta, joga fora e tudo bem igual. é que andei pensando na linda carta a punho que enviou [e que responderei] mais a nossa recente conversa via msn... e sinceramente? vá e pregue! ou faça-se pregar-se. ou a pregue, se é que me entende. eu sei que entende. sabe por quê? tudo o mais talvez seja covardia - própria ou alheia, não importa. importa o resultado atual que lhe soa desfavorável. e se machucar... ah! para quê serve os amigos? ajudamos a cuidar dos caquinhos...
o fato é que no mínimo, no futuro teremos mais e mais histórias a contar. para os netos que não virão, háha. ou sim. do que se sabe da vida? sei que se sobrevivemos à infância, quando tudo é definitivamente novo, o resto de um jeito ou de outro tiramos de letra.

estou com você quando, onde, como e para o que precisar. ou melhor, estamos!

carinho,
eu

Um comentário:

L. disse...

Fui sim, munida de minha infinita esperança, desanimada do tanto conhecer alguém que nem sei se se conhece tnato quanto eu a conheço.

Eu sabia pelo tom grave da voz que não adiantaria mais pregá-la.

Pois sim, exatamente o que me disse, com medo de me dizer: "eu conheci alguém". Eu, de alma ferida, fazendo força pra não chorar, fiz o que os bichos feridos fazem, atacam. "pois diga a ela que ligue para mim e que por favor transfira todo o conhecimento que tenho de você para ela, porque eu não suporto mais saber tanto de você, conhecer tanto de você, é muito dolorido".

E nem posso dizer que isso tem um ponto final.