quinta-feira, 5 de novembro de 2009

aos meus amados amigos

queridos, quanto tempo, não?! fiquei muito tempo afastada do blog por várias variáveis, entre elas, por conta do meu trabalho na assessoria de imprensa da prefeitura de caxambu - que hoje, encerro mais este ciclo [pedi a exoneração do meu cargo de assessora especial] - para privilegiar os trabalhos em andamento e dar início a outras atividades. abaixo e aqui - no blog da prefeitura - divulgo a minha saída. beijos muitos, com e-ternas saudades, abraços meus!

**

Prezados amigos,


Obrigada pela atenção recebida enquanto Assessora Especial da Prefeitura Municipal de Caxambu, responsável pela Imprensa.

Neste momento, porém, os meus deveres com as minhas atribuições de professora me exigem mais dedicação na área em que atuo desde que vim para Caxambu, cidade onde fui gerada por meus pais – e que tanto amo.

Em cinco meses de trabalho na Prefeitura Municipal, implementei e criei:

- o Blog da Prefeitura de Caxambu (sem quaisquer gastos para o município);

- o Jornal do Poste (que aliás, agradeço e devolvo a quem o tem por direito há anos, a jornalista Esther Lúcio Bittencourt) com nome substituído para embalar a campanha que também criei, Meu sobrenome é Caxambu (a cidade ganhará em breve, 10 painéis fixos onde a publicação poderá ser lida nas ruas semanalmente);

- a reforma gráfica e de conteúdo do jornal O Município, publicação oficial da Prefeitura Municipal de Caxambu;

- e o programa de rádio semanal – Conversa com o Prefeito – projeto desenvolvido por mim, já firmado para começar em 2010.

Agradeço ainda ao vereador Arnaldo, que gentilmente concedeu abastecimento dos tonners a laser, quando estes faltavam há meses na impressora da Assessoria. E, como não poderia deixar de ser, também agradeço a todos que colaboraram e estiveram comigo nesta empreitada - e, especialmente -, ao prefeito de Caxambu, Luiz Carlos Pinto, pelo convite feito para integrar-me à sua equipe.

Saio tranqüila porque cumpri satisfatoriamente o que me propus, que foi estruturar uma real Assessoria de Imprensa, focada em notícias, divulgação e marketing.

Trabalhei este tempo inteiro sozinha - e sem equipamentos necessários para cumprir a função. Na maioria das vezes, precisei usar os meus computadores, a minha conexão doméstica, e contei com ajuda de amigos para postar noyoutube algumas das tantas entrevistas que fiz.

Assim, sigo com os trabalhos que já desenvolvo, e arco com outros desafios profissionais e pessoais: a roteirização para o cinema do meu primeiro livro, Contos de Bordel - A prostituição feminina na Boca do Lixo de São Paulo, vencedor do Prêmio Volkswagen de Jornalismo, categoria livro-reportagem; palestras da obra mencionada; o meu site jornalístico, Primeira Fonte; e a retomada aos estudos, com pós-graduações e MBA.

Saudações, com desejo de felicidade e prosperidade à cidade de Caxambu, que tanto merece.

Ana Laura Diniz

domingo, 13 de setembro de 2009

frases soltas. um ah!ceno.

"agora eu era herói, e meu cavalo só falava inglês"
e já são 2:06 da manhã. enquanto digito, dois pernilongos fazem a festa. tenho alergia a todo tipo de inseto. a quase tudo que pica. essa faceta do rio não tenho saudade. blah!

clarice remodelada

a rocco resolveu relançar os livros de clarice com novas capas. cada uma mais linda que a outra. fiquei emocionada ao ver tanta clarice esparramada... das prateleiras ao chão, em pilhas. é engraçado. e que vontade deu de comprar livro por livro, só para ter tudo novo de novo. fiquei apenas com "felicidade clandestina" que ainda - para surpresa minha - não li.

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puro deleite










e o livro de clarice que mais amo


e outra possibilidade


e outra

rio de janeiro em 1968


gilberto gil - aquele abraço

o rio de janeiro continua lindo...

eu precisava do rio de janeiro. eu precisava da brisa do mar. eu precisava encontrar mari, márcio. e também de andar pelo leblon, ver a gávea, o morro dois irmãos.

pedra da gávea - amor sem explicação


AH!


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

calma


ah, juca, que saudade. você me faz falta naturalmente, mas que vontade de deitar a cabeça em seu colo e conversar até a noite virar dia, amiga. e rir, porque acabaríamos rindo, eu sei. acho que vou deixar o meu cabelo crescer. não sei. estou no meio do caminho, ainda não tão convencida, mas em breve decido. e o mahl e a pequena olívia, como estão? que vontade desse abraço, amiga. e dessa risada que sai dos dentes e chega aos olhos, que lembrança! amo vocês. sempre. beijos meus, em todos. e fiquem com deus. cuidem-se!

*

perplexidade. descrença. desesperança. dor.
precisa dizer mais alguma coisa?


*
marina queria acreditar no inimaginável. e se jogar de braços abertos, no escuro. mas perdeu a noção. o chão era duro demais. ficaria em frangalhos. em pendaços já vive. drama. fazer? é assim. sente tudo com lupa de aumento. para o bem e para o mal. está mal. mas passa. ah, passa. um dia. não esquece, é pra sempre, mas passa. a dor.

*
... então ela acha difícil acreditar porque as palavras não sucumbem o que os olhos viram, não tem jeito. e sangue é tudo que se tem. em mãos, no descaso, no deboche feito, na frieza calculada de ações. ela não é palhaça, definitivamente. e seu pequeno senso de amor próprio a impede que seja motivo de chacota assim, gratuitamente. sem chá, sem despedida, sem nada. tudo se descobre ao tempo. e sofre, mas sabe estar só. sempre soube. vai para a itália. a pena é não impedir a mágoa, o coração esfarela, não tem jeito, dói, novamente dói, desequilibra e se aniquila. tudo se perde entre o que foi e o que poderia ter sido. e nem o tempo ajeita o que mataram devagar, proposital, nela. sentimento de valise, creme de prateleira, tudo no mesmo saco de pão. não acha justo. xinga calada. não xinga. perdoa sem perdoar. entende sem entender. tenta não julgar mas o acúmulo de sentimento cega. fere. corta rente. e mata. minuto após minuto, tenta se convencer do que nega. mas as imagens são nítidas e fortes e não a deixam em paz. então lembra novamente de que não é palhaça, e chacota é o fim. no entanto, também sabe, a vida é mesmo assim. e morre a conta gotas. morre. porque isso ainda não descobriu como evitar.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

jericoacoara - ce
[fragmentos de álvaro de campos]

"No fim de tudo dormir
No fim de quê?
No fim do que tudo parece ser...
Este pequeno universo provinciano entre os astros,
Esta aldeola do espaço,
E não só do espaço visível, mas até do espaço total."

*

(...) "Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos,
E o meu destino apareceu-me na alma como um precipício.
A minha vida passada misturou-se com a futura,
E houve no meio um ruído do salão de fumo,
Onde, aos meus ouvidos, acabara a partida de xadrez (...)"

*

"(...) Vi todas as coisas, e maravilhei-me de tudo,
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco - não sei qual - e eu sofri.
Vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos,
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda a gente,
Mas para toda a gente isso foi normal e instintivo,
E para mim foi sempre a exceção, o choque, o espasmo.
Vem, ó noite, e apaga-me (...)"

*

e eu amo Fernando Pessoa.

*

"Boa noite na Austrália."

devoro dias.
segundos suspiros.
edgar wallace.
clarice, phal.
devoram-me a alma
devolvo livros, relatos, poesias.
vomito dor, gil vicente, barroco.
apego-me a detalhes
e a tudo vejo. e sinto.
todo ano, mês de agosto ou setembro, eu parto de caxambu.
depois do trevo de conceição, é onde moro.
não tem casa, tapete, nem mar.
tem céu aberto, ar, lar, aqui é o meu lugar.

dose antidepressiva.
e antimonotonia.
blah!

para double enne

má. double enne. a recíproca é verdadeira. e sabe o mais bonito da vida? é que os anos passam assim como os acontecimentos, of course - e permanecemos. permanecer é tão importante. é tão sinônimo do gostar, do querer bem, do apreciar. é tão paciência. e o tempo passa. estou com implacáveis 32. e tudo segue independentemente de qualquer vontade. vive-se num mundo tão descartável, não é? mas eu, definitivamente, não faço parte dessa tribo. rote 76. aqui está a minha mão.
juro. doeria menos.

domingo, 6 de setembro de 2009

renato, um beijo, ond'estiver


Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Mas não me diga isso

Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor
Mas não me diga isso!
É só hoje e isso passa...
Só me deixe aqui quieto
Isso passa.
Amanhã é outro dia
Não é?

Eu nem sei por quê me sinto assim
Tem de repente um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa
E o meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado por pensar em mim.

Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser quem eu sou.

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim

Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim...


sábado, 5 de setembro de 2009

...


Engolir o grito
é o que agiganta
o abismo na garganta.

[haicai, de André Luís Gabriel]
"se soubesses da solidão desses meus primeiros passos. não se parecia com a solidão de uma pessoa. era como se eu já tivesse morrido e desse sozinha os primeiros passos em outra vida. e era como se essa solidão chamassem de glória, e também eu sabia que era uma glória, e tremia toda nessa glória divina primária que, não só eu não compreendia, como profundamente não a queria."

[a paixão segundo gh, clarice lispector]

http://www.youtube.com/watch?v=3O3dAR1Nj5Q&feature=related
o meu joelho direito dói. é o peso.
não aguento mais tanto peso.
o corpo reclama, e eu choro de dor.