quarta-feira, 9 de setembro de 2009


ah, juca, que saudade. você me faz falta naturalmente, mas que vontade de deitar a cabeça em seu colo e conversar até a noite virar dia, amiga. e rir, porque acabaríamos rindo, eu sei. acho que vou deixar o meu cabelo crescer. não sei. estou no meio do caminho, ainda não tão convencida, mas em breve decido. e o mahl e a pequena olívia, como estão? que vontade desse abraço, amiga. e dessa risada que sai dos dentes e chega aos olhos, que lembrança! amo vocês. sempre. beijos meus, em todos. e fiquem com deus. cuidem-se!

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perplexidade. descrença. desesperança. dor.
precisa dizer mais alguma coisa?


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marina queria acreditar no inimaginável. e se jogar de braços abertos, no escuro. mas perdeu a noção. o chão era duro demais. ficaria em frangalhos. em pendaços já vive. drama. fazer? é assim. sente tudo com lupa de aumento. para o bem e para o mal. está mal. mas passa. ah, passa. um dia. não esquece, é pra sempre, mas passa. a dor.

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... então ela acha difícil acreditar porque as palavras não sucumbem o que os olhos viram, não tem jeito. e sangue é tudo que se tem. em mãos, no descaso, no deboche feito, na frieza calculada de ações. ela não é palhaça, definitivamente. e seu pequeno senso de amor próprio a impede que seja motivo de chacota assim, gratuitamente. sem chá, sem despedida, sem nada. tudo se descobre ao tempo. e sofre, mas sabe estar só. sempre soube. vai para a itália. a pena é não impedir a mágoa, o coração esfarela, não tem jeito, dói, novamente dói, desequilibra e se aniquila. tudo se perde entre o que foi e o que poderia ter sido. e nem o tempo ajeita o que mataram devagar, proposital, nela. sentimento de valise, creme de prateleira, tudo no mesmo saco de pão. não acha justo. xinga calada. não xinga. perdoa sem perdoar. entende sem entender. tenta não julgar mas o acúmulo de sentimento cega. fere. corta rente. e mata. minuto após minuto, tenta se convencer do que nega. mas as imagens são nítidas e fortes e não a deixam em paz. então lembra novamente de que não é palhaça, e chacota é o fim. no entanto, também sabe, a vida é mesmo assim. e morre a conta gotas. morre. porque isso ainda não descobriu como evitar.

Um comentário:

Marilia. disse...

Li um, duas, três .. vinte vezes. Muito bom.
E você fica muito diferente de cabelo comprido, gosto também (: