domingo, 5 de julho de 2009

Futuros Amantes


Não se afobe, não, que nada é pra já
O amor não tem pressa, ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário, na posta-restante
Milênios, milênios no ar
E quem sabe, então o Rio será alguma cidade submersa
Os escafandristas virão explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas, sua alma, desvãos
Sábios em vão tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não, que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

3 comentários:

Anônimo disse...

Ninguem melhor que Chico pra falar de amor.
Nada melhor que Buarque pra matar a saudade.

Inté ...

p.s.: bibelôs e vaga-lumes tem luz própria

Anônimo disse...

Vim ver se tinha algo novooo.... ô nálaura, atualizaaa!!! Quero te lerrrr. sou eu, euzinha, que nunca assinoo

p.s.: o sol e as estrelas também têm luz própria

Carol disse...

Essa semana eu andei cantando muito essa música, e sabe, você é a cara dela.
Saudadonas de você!
Beijinho beijinho tchau tchau!