quarta-feira, 3 de agosto de 2005

shame on you, mr. lula. shame on you

depois os ufanistas reclamam quando o chavão popular rotula o país de terra do samba, futebol e carnaval. é pau, é pedra, é o fim do caminho. ai, tom, veja: as águas de março inundam mês qualquer. “caso seja candidato no próximo ano, com ou sem ódio, eles vão ter que me engolir outra vez, porque o povo brasileiro vai querer", disse sem vergonha o excelentíssimo senhor presidente luís inácio lula da silva. o depoimento, feito na cidade de garanhuns/pe durante o lançamento do plano safra da agricultura familiar 2005/2006, merece replay: "vão ter que me engolir outra vez".

sai zagallo, sai parreira de adão, que o pecado original gerou lula como técnico da seleção brasileira. bye, bye brasil, a última ficha caiu, eu penso em vocês night and day, explica que tá tudo OK... capaz de cair um toró, estou me sentindo tão só, oh! tenha dó de mim... também dos meus amigos, da minha família, do povo, deus pai! valores básicos como respeito ao próximo, ética moral e física — sim, porque os fatos esfacelam ossos, constroem canais de úlceras e não há abrigo sem depressão.

a gripe tomou são paulo, tomou o brasil. o centro fuma e os olhos apitam conjuntivite. é, tá difícil crer. meu nariz sangra, meu corpo rói por dentro, e o presidente afirma que a mídia é quem o sangra para que ele chegue fraco na eleição de 2006. e brada para a oposição: "com base em quê? com medo de que eu possa provar que em quatro anos fiz mais do que eles fizeram em oito anos!"

shame on you, mr. lula. shame on you. vale também michael moore. porque por enquanto, mr. lula, o que conta é a burrice da lama, é a lama.


............................Ricardo Stuckert/PR
.......................... sorria, senhor presidente, sorria!

já caminhou o senhor pelas calçadas da boa vista, no centro de são paulo? sabe o senhor onde fica o brasil? venha ver, ilustríssimo, eu o convido. o maior emergente brasileiro precisa ver o poder financeiro frente a frente às mazelas humanas. nas calçadas, crianças chorando de cem em cem metros, mães imundas sentadas no chão numa ladainha que não se entende. querem dinheiro, dignidade, alimento, educação, um lugar para morar. mendigos, ambulantes, cds piratas, pilhas recarregáveis, vômitos, cachaça, bancários piratas, cobertores que surgem milagrosamente das bocas de lobo ao fim do dia. urina, fezes, sopão, carne grega, tapioca, gravatas, ternos bem cortados no ar. e sexo, senhor presidente, veja só, em papelão ao ar livre. rato passeia na perna de um, beija o braço de outro. e sim, senhor presidente, como o senhor sofre! como o senhor é perseguido! e a champagne rola solta nos bastidores para comemorar os resultados na indústria de fundos no mês de julho – captação líquida de 1,2 bilhão de reais. e o sorriso amarelo de quem brada que apesar de não saber ingRês a inflação está controlada e os resultados da balança comercial são positivos, num marco histórico que coloca o brasil confiável no exterior. "credibilidade", resume o ilustre.

e mais. "o que eu não aprendi na escola, aprendi de uma mulher analfabeta - que é ter dignidade e ter vergonha na cara, respeitar e ser respeitado, é isso que eu faço com os outros e é isso que eu quero que façam comigo", exalta. "se querem respeito, me respeitem, porque eu não devo minha eleição a favor de ninguém. eu devo minha eleição ao povo deste país, que acreditou e que votou, e é a eles que eu prestarei contas no momento certo", continuou.

povo? que povo mr. lula? e nós, senhor presidente? o que somos? uma elite à parte, não somos povo? momento certo? que momento surreal será este?

não há perdão. o senhor tinha um compromisso, e faltou.

ai. acabo de descobrir porque o meu coração gira, volta, roda, sem sair do lugar. entendo agora porque meu ventre está sucumbido numa dor inexplicável e a perna esquerda, sim, a esquerda, falha.

e vamos embolar ladeira abaixo
acho que a chuva ajuda a gente a se ver
venha, veja, deixa, beija, seja
o que deus quiser

2 comentários:

Anônimo disse...

good post... thanks.

Jon
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Edu disse...

É um limbo de desilusão...

Edu